“Dizem que certas coisas se parecem com seus donos, com o modo como agimos ou somos (…) Sinceramente, ando acreditando nesse fato. Meu coração anda bagunçado, atordoado como cada pilha de roupa espalhada pelo meu quarto. Já não encontro mais meus fonos de ouvido, algo tão simples, embora me tira por alguns minutos de um mundo onde a realidade parece machucar cada vez mais. Difícil dormir onde devastas mentiras foram ditas, onde o travesseiro é o único a saber quantas noites em claro você passastes agarrada a ele. Se queiras mesmo saber como eu me sinto, visite meu mundo. Algumas vezes ele estará arrumado, claro, não posso me dar o luxo de me perder constantemente em minha bagunça, já basta a que tumultua meu coração. Muitas vezes eu tentei ser forte, tentei jogar fora tudo aquilo de ruim em meu coração fora e passar a dar mais valor a mim, a quem me ama. Mas parece impossível. Percebo que há sempre algo mais desarrumado e bagunçado que meu quarto, meu coração.”




